terça-feira, 1 de maio de 2018

Futurólogos

Quanto mais imprevisível é o destino, mais se prolifera os oráculos. Hoje vemos inúmeros projetando de como o mundo, o país, a vida etc serão daqui cinco, dez, cem anos…

Rimos dos antigos gregos, por consultarem a pitonisa de Delfos. Porém, hoje acreditamos em economistas, acadêmicos, especialistas, ou mesmo em nós, para nos dar uma tranquila previsão de como a vida será. E ,terrivelmente, a superstição dos deuses nos controla e atinge.

Ser futurólogo é ser tolo. Isto é, podemos diagnosticar um cenário favorável, bem como consequências e prever alguns fatos; porém nunca entenderemos o que o futuro nos reserva. Não somos Deus para entendermos o amanhã, e talvez até Esse se questione a respeito.

O medo nos leva a projetar obsessivamente o futuro. Só podemos fazer e buscar o nosso melhor, diante do quadro que se nos apresenta. E vivermos os sonhos que nos são revelados.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Colaboração

É mais fácil olhar a ordem das coisas como injustas, do que resultados justos dos atos de cada um. É mais fácil interpretarmos o mundo como um equívoco que nos persegue, do que algo que criamos.
A essência de cada sujeito revela-se pelas escolhas e decisões tomadas por esse. Os tipos de aliança que ele firma na vida mostram aquilo que ele ama. Sua submissão mostra sua paixão.
Inevitavelmente, precisamos na vida nos submetermos e colaborarmos com projetos, pessoas e grupos. Somos seres sociais, em que a ordem inevitavelmente surge entre si,; ninguém é independente. A questão é com quem e o que colaboraremos, nos devotaremos.
A colaboração entre homens revela o que esses ambicionam. Ela é imprescindível a todos, seja para se destruírem, seja para crescerem e beneficiarem uns aos outros

O preço das palavras

Palavras são prata, o silêncio vale ouro; segundo um ditado árabe. Voam, sem nos apercebermos, nossos murmúrios e comentários: seja como remédio, seja como veneno.
Pelo fato de lidarmos com as palavras como meras coisas, reproduções sonoras que podem ser escritas, tratamos como banal a linguagem. Longe se está de entender a sacralidade de certos sistemas escritos primevos, como os hieróglifos egípcios ou o alfabeto hebraico.
Devemos reaprender algo que esquecemos: a responsabilidade com sua fala. Tanto um senador da Roma Antiga ou um cacique guarani compreendem que somente devem dizer aquilo que lhe custa como indivíduo. Não existem palavras frívolas para serem lançadas ao vento.
O que se expressa deve deixar cicatrizes em nós, de modo que se possa ver um ser que transparece suas ideias como marcas em si, e não mera descrição ou crítica da vida alheia.

Sentidos

Tudo, de certa forma, revela-se. Porém, nossos sentidos não captam com clareza tudo. Precisamos de lupas, microscópicos, lunetas e tantas coisas para vermos o óbvio.
Já muito antes das duas Grandes Guerras, se anunciava os sinais delas. Podíamos ver, por exemplo, as pinturas do atormentado Van Gogh, ou os torturantes escritos de Kafka. Justo talvez pela insensibilidade dos tempos, tais sinais foram ignorados.
Se aguçarmos nossos sentidos, buscando sairmos de nossas ilusões próprias, assumindo um espírito investigativo(no bom sentido do termo), perceberemos o inédito, e as transformações do tempo. E, de maneira surpreendente, descobriremos fatos inauditos em nós mesmos.

Petrificados

É frustrante, se não irritante, encontrar alguém com os mesmos defeitos sem ter uma sombra sequer de mudança... Ver aquilo que abominamos petrificados tal como um monumento em quem amamos.

O que gera os piores traumas da vida não é tanto as más ações, mas a teimosia do homem em continuar agindo de forma errada. Não dói tanto o mal feito, mas sim o orgulho petulante.

Mudar é uma decisão, que nos leva a enfrentar situações que nos tiram da zona de conforto. Todavia, muito mais desconfortável é permanecer errando. Ser criança é maravilhoso, desde que se cresça. Todo adulto problemático é uma criança que se negou a crescer.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Honra

Um princípio, hoje esquecido, é a ideia de honra e sua influência na personalidade humana. Todos anseiam ser honrados, reverenciados, de modo a ser postos como exemplos a outros.

O que honramos, nos assemelhamos. Os nomes, palavras e atos referentes a outros nos ligam a estes. A consideração  dada gera influência sobre quem a prestou.

É triste vermos que- no geral- se presta honras a pessoas desequilibradas, injustas e perversas. É de assustar pensar sobre todos nomes de ruas e praças que temos, bem como seus monumentos. Curiosamente, os defeitos humanos são expostos nos seus objetos de referência.

Precisamos aprender a honrar e reverenciar bons episódios, pessoas e coisas que relegamos ao esquecimento injustamente. Nossas homenagens devem ser dadas ao que nos é justo.

Palavras ao vento

Grande parte dos problemas no universo surge de palavras ditas inadequadamente. O que fere a humanidade, antes dos problemas de fato, é o seu prenúncio feito.

As maiores feridas de alma são externadas por palavras, e substanciadas por estas. O juízo equivocado, bem como a maledicência, transtornam o homem.

Quanto mais alguém assume seu papel na sociedade, mais alvo será de palavras, elogiosas ou críticas. Maior será a guerra por afirmar-se como sujeito, sem ser distorcido pelos dizeres alheios.

O ser humano necessita falar, tal como beber água; e ouvir, tanto quanto o se alimentar. Somos o que somos pelo que dizemos e ouvimos, e há algo de mágico na expressão humana.

Futurólogos

Quanto mais imprevisível é o destino, mais se prolifera os oráculos. Hoje vemos inúmeros projetando de como o mundo, o país, a vida etc serã...