domingo, 17 de setembro de 2017

Experiência artística n.1

No carroar extraordinário
Dos galopes trôpegos revolucionários
Avançam insensatos
No devir imediatizado
Considerado o recado
Das mulas estado
Andando sobre patas
Das dores insensatas
Prossogamos na vanguarda arte-arterial
Inventando poemas e formas não convencionais
Q convença a plateia
-depois de boas públicas verbas- a nos fazer mamar em paz
Do sacro-profano erário
Q nos tem alimentado
Mostrando a todos o quão democrático
Artista ser tornado
Basta opinião de fato
Uma boa indicação dum sábio
Autorizado
Pra forrar os bolsos com umas inventadas
De quem não sabe nada

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Ressentimento

Todos, em certa medida, desejam viver em sua máxima plenitude. Porém, a maioria sobrevive, em situações piores que as animalescas. Poucos tem a coragem de ser, em sua máxima expressão.

A vida da maioria poderia ser descrita como ressentida. Vivendo a partir de pressões externas, onde a dor é a linha mestra da realidade. O ódio, a vingança, a inveja, o pessimismo, a tristeza, o medo, a culpa, a ira e outros tantos aspectos negativos guiam suas existências.

Obviamente, a vida não é feita somente de flores, e precisamos de atitudes negativas a coisas que são erradas, reagir contra o que não é bom. Porém, o cerne de nosso ser não pode ser o ressentimento. A vida é bela se vivida, mesmo como uma tragédia. A dor não pode nos determinar.


Devemos aprender a despertar a originalidade criativa que há em nós, e vivermos por inspiração; por amor. Antes de tudo, adotarmos uma postura positiva para consigo e para com os outros.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Para além do bem e do mal

Algo que se busca, para se transformar numa melhor pessoa, é discernir o que é bom e mal. É compreender o mundo pelo que deve ou não ser vivido, na ótica do certo e errado.
É extremamente complicado julgarmos o que é bom ou mal. Quere ser juiz que condena e justifica tudo ao seu bel prazer. Nisso, se condenaram mártires e inocentaram-se criminosos.
As belas e horríveis coisas que conhecemos, não nos pareciam de início claramente boas ou más. As descobrimos vivendo, experienciando, sentindo. Nunca, exclusivamente pela razão.
Sem comentar que, o mal acaba sendo toda circunstância que não leva ao bem. Não se trata bem a mesma coisa que esse, mas a sua ausência. A sua falta, carência.
Devemos querer parar de julgar tudo o que desconhecemos. Não se trata de alegar tudo ser válido, mas que se deve só julgar as coisas conforme as compreendermos pela vida: no que ela nos ensina.

Cada um por si

Agonia, palavra advinda do grego de “agon”(disputa, competição), nunca foi um termo tão atual como hoje. Em nenhum outro momento, os índices de ansiedade e desespero foram tão altos.
Se renunciou a valores familiares, morais, religiosos; para cada um fazer-se senhor de si e juiz,elevando-se à apoteose: como divindade mestra do seu próprio panteão.
Renegamos valores como altruísmo, compaixão, honra, honestidade… Para ficarmos com o culto do mais forte, em que cada um se vê como ápice da evolução humana: digno de destruir o outro. Ao mesmo tempo, vimos emergirem novas entidades metafísicas salvadoras: onde “Estado”, “mercado”, “revolução” trariam a redenção ao “bem equilibrar” a nossa lei da selva.
Nos vemos muito fortes, até nos depararmos com o espelho. Nossos antepassados tem muito a nos ensinar. Quem sabe, eram mais sensatos e equilibrados que nossos delírios contemporâneos.

Coragem

O medo sempre foi uma- se não a principal- causa da mediocridade e infelicidade geral. O temor ao fracasso foi sempre um das principais razões da derrota humana perante a vida.
Coragem é algo a ser buscado na vida. Porém, que coragem? Nem todos triunfam em sua ousadia, e outros são ousados para prejudicar o semelhante e destruir o alheio.
Coragem, com certeza, não é prejudicar e ferir o outro: sintoma de todo egoísta ressentido e infeliz. Não é imprudência: ignorar os sinais reais de perigo. É, no entanto, a atitude otimista para com a vida: entre fazer o melhor ou o pior, decidir pelo primeiro. É permitir-se viver além do medo.
Talvez, a maior coragem de todas, seja enfrentar a si mesmo: comparar o que crê ser justo e bom, com as escolhas tomadas. E optar hoje pelo que crê ser o melhor. Dessa coragem é que precisamos.

Diante do absurdo

Mais cedo ou mais tarde, todos irão se deparar com a impossibilidade. A vida, na sua essência, carrega toda sua finitude; mais cedo ou mais tarde, seremos contrariados.
Sonhamos e ambicionamos muito, mas vivemos num mundo que não é bem como queríamos de início. Desejamos tantas coisas, que simplesmente não existem. Vivemos no absurdo de querer viver, o que é impossível.
Ou nos conformamos com a realidade contrária que nega nosssos anseios; ou somos condenados a viver o absurdo. Buscar o impossível: viver acreditando que o mundo não será como ele o é hoje, e sofrer as oposições das nossas crenças desvairadas.
Nessa existência, temos a opção de nos conformar, ou se permitir viver o absurdo. Ou decidimos nos frustrar diante do impossível, ou enfrentar esse, acreditando em conseguir vencê-lo.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Inclassificáveis



Uma das piores coisas que alguém pode ser, é um rótulo. Nada mais reducionista, que ser uma generalização estúpida.

É muitíssimo comum cada pessoa tentar se enquadrar em grupos; até mesmo por isso ser uma necessidade coletiva, uma prerrogativa para viver em sociedade. Sem se estar num grupo, não se tem como fazer coisa alguma. É impossível, também, em sociedade não ser parte de algum grupo.

É, no entanto, doentia a tendência de assumir uma caricatura de si, para satisfazer desejos da coletividade por “simplificações” de seres humanos, com as quais consigam lidar. É muito triste alguém se reduzir a ideias esteriotipadas das mais diferentes estirpes, em vez de crescer com essas.

Ideias e grupos não devem ser prisões( mesmo que toda ação nos condene a uma posição). Pessoas originais são inclassificáveis a simplificações, que saciam a incompreensão coletiva.

Experiência artística n.1

No carroar extraordinário Dos galopes trôpegos revolucionários Avançam insensatos No devir imediatizado Considerado o recado Das mulas ...